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Após polêmica com datas inexistentes, defesa de Lula sugere perícia em recibos

Após a polêmica com as datas nos recibos de pagamento de aluguel do apartamento vizinho ao em que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vive, em São Bernardo do Campo (SP), seus defensores sugerem que eles sejam periciados.

"Se houver qualquer dúvida em relação aos recibos, poderão eles ser submetidos a uma prova pericial", informou, em nota à imprensa nesta quinta-feira (28), o advogado Cristiano Zanin Martins, que lidera a defesa do petista.

Desde que os advogados anexaram os recibos ao processo, na última segunda-feira (25), foi verificado que eles apresentam datas inexistentes e não contemplam todos os meses entre fevereiro de 2011 e novembro de 2015. O contrato de locação do apartamento, de propriedade do engenheiro Glaucos da Costamarques, foi firmado com a ex-primeira-dama Marisa Letícia, falecida em fevereiro.

"A defesa do ex-presidente Lula tem absoluta tranquilidade de que os documentos guardados por dona Marisa revelam a expressão da verdade dos fatos", diz a nota.

Questionado pelo jornal "O Estado de São Paulo" se teria assinado os recibos, Costamarques disse que não tinha nada a declarar. Já o jornal "O Globo" aponta que o empresário teria assinado todos os recibos na mesma data.A defesa de Glaucos não se pronunciou oficialmente até o momento.

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Defesa do ex-presidente apresentou recibos como prova de pagamentos de aluguéis

Costamarques, de acordo com denúncia do MPF (Ministério Público Federal), seria um laranja usado pela empreiteira Odebrecht para pagar vantagens indevidas ao ex-presidente, que é acusado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Lula é réu em um processo que investiga um esquema de corrupção envolvendo oito contratos entre a Odebrecht e a Petrobras.

Além do apartamento, o petista também teria sido beneficiado com a compra de um terreno na capital paulista que serviria como sede para o Instituto Lula.

A manifestação da defesa de Lula não tem valor legal, já que não foi feita dentro do processo conduzido pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal, em Curitiba.

Os advogados divulgaram a nota nesta quinta-feira após a repercussão negativa a respeito das datas inexistentes nos recibos. Eles reafirmam que os documentos apontam o pagamento dos aluguéis até dezembro de 2015.

"Não há qualquer questionamento em relação às assinaturas que constam no documento. A quitação é a prova mais completa de pagamento, de acordo com a lei", diz o comunicado.

Segundo os defensores, não há nenhum outro documento feito por Costamarques --primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula-- em que conste "o registro de débitos em relação a aluguéis, confirmando a quitação declarada nos recibos".

 

Fonte: Notícias UOL

 

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